quarta-feira, 9 de maio de 2012

Em busca do reconhecimento

Muita gente me pergunta sobre como está o meu processo para obter a cidadania italiana, mas esse é um assunto tão complicado, que eu não gosto muito nem de tocar. Mas como sei do interesse de tantos descendentes, que habitam a região de colonização italiana no Sul do Brasil, vou relatar brevemente e situação.
Comecei a buscar os documentos da família Favero, da minha mãe, em 2006. Tive até de fazer um processo judicial para um cartório liberar os documentos. Um primo meu foi diretamente na Itália pegar a certidão do meu nonno (foto). Quando defini o intercâmbio, no início do ano passado, não conseguia agendamento no Consulado de Porto Alegre para legalizar os documentos no Brasil, antes de partir. De última hora, acabou surgindo uma vaga e deu tudo certo.
Chegando em Verona, lugar famoso por ser um dos mais difíceis de se obter o reconhecimento da cidadania, tive dificuldades para dar início ao processo, porque meu visto era de estudante. Depois de muita conversa e interpretações de lei, que durou quase um mês, entrei na fila para a primeira etapa: obter a residência italiana.
Mais de três meses de espera e duas visitas do vigile (espécie de guarda municipal) para comprovar se eu estava morando mesmo na Itália, completei esta etapa necessária para que eu, finalmente, entregasse os documentos, na última sexta-feira.
Tudo que eu podia ter feito, fiz. Agora é só esperar e rezar...


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