quinta-feira, 22 de março de 2012

Live and Let FAN


"Bentrovati a tutti. Oggi parleremo di lavoro...", anuncia o mascote da rádio acima.
Quando a palavra trabalho é pronunciada nos jornais da Itália, não se fala em outro tema que não seja a reforma do estatuto do trabalhador, mais precisamente o articulo 18. Como estou cursando a disciplina de Diritto del Lavoro consigo entender um pouco do que se trata a discussão, mas nem vou tentar explicar as 500 manobras dos italianos em caso de demissão, porque isso ocupou páginas do meu caderno.
Aliás, ao contrário do que muita gente suspeita ao ver minhas fotos de festa no facebook, eu nunca tive de estudar tanto na minha vida. A Cristiane Barcelos sabe muito bem que eu ia para as aulas de Jornalismo apenas com uma caneta na bolsa. Nunca tive caderno, nem bloco, nem uma folha sequer Aqui na Itália, meu caderninho já está no fim. E o pior é que tenho de passar tudo a limpo para o computador para tentar entender o que escrevo em um italianês lindo.
No Jornalismo da UCS também nunca tive muito envolvimento com a rádio universitária, a não ser nas aulas. Aliás, minha experiência profissional em rádio se limitou as coberturas da Romaria de Caravaggio, que fiz para a Rádio Miriam, de Farroupilha. Por sinal, adorava cobrir a movimentação no santuário, principalmente no final da tarde, quando o trânsito de romeiros voltava a dar lugar às vacas, búfalos, pavões misteriosos e outros animais típicos da região da Capela de Todos os Santos, vulgo Busa.
Sempre tive a intenção de trabalhar aqui na Itália, mesmo sabendo que essa seria a primeira vez na minha vida que teria a oportunidade de somente estudar, pois sempre tive de trabalhar para pagar uma parte da faculdade e só agora juntei dinheiro suficiente para deixá-lo na Europa. No entanto, chego no pior momento do país, com taxa de desemprego de quase 10% e os jovens, entre 15 e 24 anos, são os que mais sofrem.
Mesmo assim, consegui um estágio voluntário na rádio da universidade. O dinheiro é o de menos, o mais importante é continuar tendo contato com o Jornalismo. Com certeza, eu enlouqueceria se ficasse seis meses apenas estudando leis, artigos, jurisprudência... A Fuori Aula Network (FAN) me salvou. Mandei um currículo e fui aceita na primeira semana que cheguei. A FAN é a primeira web rádio italiana, foi fundada lá nos primórdios de 2002, no tempo do winamp.
O bom desse trabalho é que, pra começar, eu escolhi o que queria fazer: o jornal do meio-dia, il giornale radio UniGR. E também posso ir de acordo com os meus compromissos, aulas e tudo mais. Comecei apenas na produção, principalmente da agenda cultural, depois passei para as notícias internacionais e de consumo até chegar a ir em coletivas. Até aí tudo bem, porque não precisava falar outra língua no rádio. Mas não demorou para eu ganhar os microfones.
Já participei de dois outros programas ao vivo. Um deles foi o Vademecum, guia intergalático para estudantes confusos, em que eu e a francesa Charlote fomos entrevistadas sobre o programa Erasmus de intercâmbio, pela Amira Turazzi, que já morou no Estados Unidos e em São Paulo, e pelo Mattia Bonato (foto do pessoal no estúdio abaixo). O outro, nesta quarta-feira, foi o RassegnaTi, comentário diário das principais notícias da Itália e do Mundo, também com a Amira. Aos poucos, vou ganhando cada vez mais coragem e o próximo passo deve ser apresentar o jornal do meio-dia.



Mais do que pegar a prática, a rádio me aproximou dos italianos nativos e do povo da comunicação, que parece ter um perfil universal mesmo. A galera da rádio é muito unida, talvez pelo fato de muitos estudantes serem de outras cidades vizinhas, tipo Vicenza, Brescia e tantos "paesinos", acabam tendo os colegas da FAN como a família em Verona. Então, a gente costuma estender os debates cotidianos para o happy hour. O pessoal da rádio também organiza várias festas nos bares da cidade, tipo no Art Café e no Bukowiski. Na Festa della Donna (sim, aqui na Itália eles comemoram mesmo), os meninos da rádio até apresentaram coreografia ensaiada e tudo para as mulheres. Mas o destaque mesmo é quando a galera promove a noite do karaokê (foto abaixo cantando com os polacos). Foi quando eu tive o prazer de ver todo mundo se emocionando com a versão italiana de Anna Giulia e Rasgatanga (Ragatanga).
Sentirei muita saudade de tudo isso quando voltar. Eu ainda prefiro escrever, mas seria tão bom continuar trabalhando em rádio também...




terça-feira, 13 de março de 2012

Demo via! Let`s go!


O sistema de transporte italiano vai muito bem obrigado, embora o motorista italiano tenha sua lei própria de trânsito. Ainda bem que são tantos os meios de locomação, que o automóvel não se torna a maior autoridade por aqui.

Desde que cheguei em Verona, entrei em um "auto" (aqui não vi ninguém usando essa expressão colona, eles andam in macchina mesmo) só quando peguei o táxi para chegar no meu residencial. Depois disso, nunca mais. Acho que vou estranhar muito quando voltar para o Brasil. Nos primeiros dias, caminhei sem parar. A pé, levo quase uma hora para chegar na faculdade.

A segunda opção é pegar um ônibus, que custa menos do que o Visate. A maior parte dos urbanos aqui de Verona utilizam gás natural. Não sei se a fabricante é a Marcopolo, mas sei que a fábrica caxiense comercializa vários modelos sustentáveis do tipo e não sei o porquê de Caxias não contar com nenhum deles.

Em 2010, quando fui a Lima no Peru, também fiquei impressionada com o sistema de metrô de superfície, utilizando ônibus fabricados em Caxias. Na época, eles estavam testando, mas agora está consolidado. De novo, não entendo porque Caxias não copia os bons exemplos.

Mas, para mim, a melhor opção de transporte é a bicicleta. Eu comprei a minha magrela usada em Padova, cuja oferta é maior e, portanto, o preço bem menor: 25 euros. A cidade tem uma das universidades mais antigas da Itália, mas não são apenas estudantes que pedalam, nonnos e nonnas também adoram andar de bike. Na cestinha, vai de tudo. Tem gente que leva até o cachorro.


Eu decidi que não vou investir nada na minha bici, até porque colocar cestinha custa mais do que o preço que paguei por ela e também há o risco de roubo. Mas comprei uma mochila pequena para levar meus materiais nas costas. Com ajuda do meu mp3, em 15 minutos estou na aula. Chego rápido e feliz!

Em todo o canto da cidade, tem estacionamento para as magrelas. Se não tem, basta prender em um poste. Vale até grade em janela (é, no primeiro mundo também tem grade). Já ciclovias não têm tantas, não. É preciso ter muita atenção.  O mesmo motorista que é exemplar na hora de parar na faixa para o pedestre atravessar não costuma dar a mesma atenção para os ciclistas. Aliás, os ciclistas recebem o mesmo tratamento dos carros, afinal aqui a bike não é lazer, é meio de transporte.

Um dos maiores problemas que enfrento diariamente são com os carros estacionados em pontos irregulares. É um mal de todo italiano, como mostra o registro do Ricardo Peterson Silveira em Milão. Os fiscais de Caxias, os amarelinhos, fariam a festa por aqui. Quem dera os motoristas ocupassem vagas de idosos, deficientes, farmácias e outras faixas amarelas.

Aqui, o italiano estaciona em qualquer lugar, qualquer lugar mesmo. Nem me impressiono mais com carro em cima da calçada, mas tem uns que, literalmente, abandonam o carro no meio da rua. Quando falo em próprias leis de trânsito, me refiro a isso.



De qualquer modo, a política de transporte italiana merece parabéns. O Dia sem Carro aqui em Verona é um exemplo. Diferentemente de Caxias e qualquer outra cidade do Brasil, quem tira o carro de casa nesse dia paga multa de 155 euros. Pelo menos, 56 foram multados no dia 20 de fevereiro.

O Dia sem Carro é uma iniciativa simbólica, mas que deixa de ser quando outras medidas são colocadas em prática, como o projeto Verona Bike. O sistema de Bike Sharing, aluguel de bicicletas, foi inaugurado no último sábado. É o mesmo sistema que já existe em grandes metrópoles, como Berlin, Barcelona e Milão.

São 250 bicicletas espalhadas em 20 pontos da cidade. A primeira meia hora é de graça, uma hora de passeio custa 50 centavos de euro e um dia inteiro sai por 2. Mas para quem não é turista e precisa usar mais tempo, o aluguel semanal custa 10 euros. Quanto você gasta por mês com Ozelame, pedágio, manutenção do carro e tudo mais? Pois é...

Isso tudo sem falar dos trens, que deve merecer um capítulo mais adiante, depois que viajar no EuroStar "submarino", de Paris até Londres. Aguardem!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Le donne italiane

Vou dar uma pausa nos posts burocráticos por uma boa razão: homenagear as mulheres, mais precisamente as italianas. Não deixa de ser um texto sobre um tipo de sistema italiano, porque "le donne" daqui costumam seguir um certo padrão.

Minha professora de Direito do Trabalho e diretora do departamento de Ciências Jurídicas da Università degli Studi di Verona deu uma entrevista no Jornal L`Arena criticando as comemorações do Dia da Mulher. Para ela, só flores não bastam, ainda há muito a conquistar.

Hoje na aula, ela apresentou um panorama da evolução das leis de proteção da mulher trabalhadora. Uns absurdos como empregadores obrigando as mulheres a assinar contrato se comprometendo a pedir demissão caso fossem se casar, ato interpretado pelos patrões como pretender ter vários filhos e licenças.

Apesar de abolidas tais barbaridades, as mulheres ainda são minoria nos mais altos cargos. Mas creio que será por pouco tempo, se depender do número delas nas universidades. Pelo menos no Direito em Verona, elas dominam. São a maioria absoluta.

De estrangeiros que fazem Direito, todas são mulheres. Obviamente, a maioria alemoa. Alemanha sempre fazendo escola. Mas voltando às mulheres italianas... Bem, elas não são bonitas por natureza, como as brasileiras (do carioquês brasileirax), elas são arrumadas. Até demais, para não dizer escorregando para o brega.

Logo que cheguei no aeroporto Fiumicino, em Roma, fiquei espantada com uma mulher de vestido curto, meia-calça, salto altíssimo, batom vermelho e um casaco de pele.  Pronta para uma festa às 9h da manhã ou voltando de uma? Pensei que era uma modelo, mas aí a visão começou a se multiplicar e eu entendi que é assim mesmo.



Mas, como aprendi com a carta de recomendações da minha amiga Nessa Doncatto, não podemos ficar "fissurados" em verdades absolutas e rótulos. Nem todas são assim, mas há uma boa quantidade de mulheres extremamente maquiadas arrastando peles pelas ruas italianas.

Eu particularmente adoro ficar observando as senhoras de idade. Essas sim combinam com os casacos de pele, escondendo o traje social engomadinho. Por enquanto, nenhuma delas me lembrou uma nonna italiana de avental.

Pelo menos nos centros da cidade, as nonnas esbanjam elegância. Tenho de ir logo para o interior, quero comer polenta e agnolini. Quero as nonnas que fazem as comidas, não só aquelas que lotam os cafés.

O uso da Louis Vuitton foi totalmente banalizado pra mim, aqui é tipo usar havaianas. Pior, porque aqui se você usa havaianas você é chique. De cada 10 mulheres que passam nas ruas de Verona, cinco tem uma bolsa do Luizão. E não é aquela do chinês, não! Me dei o trabalho de parar na frente para ver quantas pessoas saem com sacolas. E não precisei esperar muito para ver...

Se você usa a genérica Victor Hugo, amiga, vai se sentir comprando na Lebes aqui. Mas, de verdade, não é só pelas vestes de grife que as italianas aparentam um ar de superioridade. As jovens, pelo menos, não são de dar muito papo para as mulheres estrangeiras.

Segundo um certo amigo meu moreno entendido em mulheres loiras, que mora aqui em Verona há oito anos _  o que elimina outros suspeitos caxienses _ tem muitos italianos que não gostam de estrangeiros, porque sentem seus empregos ameaçados.

Será que algumas italianas não dão muita abertura para as brasileiras, porque não gostam de mais estrangeiras disputando também seus homens? Ainda é cedo para tirar qualquer conclusão.

De qualquer forma, a mulher italiana aparenta ser muito mais poderosa do que qualquer outra. Isso me causa admiração. É nesta hora que me orgulho de dizer que sou um pouco italiana também, para não dizer gringona mesmo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O sistema de educação italiano

O bloco do curso de Direito da Universtità degli Studi di Verona fica em prédios antigos no Centro da cidade. A maior parte da faculdade ocupa um antigo claustro. Há inclusive salas de aulas anexas a uma igreja. Mas não pense que o sistema de ensino italiano é antigo como sua arquitetura. E não me refiro a modernidade dos recursos digitais utilizados por professores, que também usam retroprojetores, mas um pouco mais modernos. Estou falando da liberdade do sistema de educação.


Quando cheguei na universidade para efetuar a matrícula, fiquei surpresa quando me disseram que eu poderia frequentar a disciplina que quisesse. Começa que essa escolha não é tão simples assim, porque na UCS só temos um tipo de curso de Direito. Aqui tem Laurea Magistrale in Giurisprudenza, com duração de cinco anos e mais parecido como o nosso Direito, e a Laurea in Scienze dei Servizi Giuridici, que dura três e prepara mais quem pretende trabalhar em repartições públicas. Isso quer dizer que a mesma disciplina pode ter mais ou menos créditos e pode ou não ter o conteúdo que tu precisas.
Cumprida esta etapa, fiquei ainda mais espantada quando cheguei na sala de aula e o professor apresentou o programa para os alunos frequentantes e os não-frequentantes. What? Quer dizer que se você não quiser ir a faculdade, pode cursar a disciplina da mesma forma. Basta estudar em casa e se inscrever para a semana de provas, que são três: uma em maio, outra em junho e a última em julho. Mas se tu passar na primeira, não precisa ficar até julho. Parece fácil, mas não é. Pelo número de alunos em sala de aula _ por vezes temos de sentar no chão em alguma disciplinas de início de curso _, pela forma como os estudantes italianos anotam palavra por palavra do professor e pelas bibliotecas lotadas, os exames devem ser hardcore.
A outra opção é que esse comportamento é meramente cultural, já que os estudantes europeus só estudam, pois as aulas são de manhã e de tarde em horários bem quebrados, o que praticamente impossibilita um trabalho remunerado. Vou acreditar veemente que é isso, pois estou escrevendo esse post na aula, um pecado capital, ainda mais para um estrangeiro que precisa traduzir tudo que o professor fala para depois tentar entender.
Sem contar que o Direito é muito mais difícil. Quando comento com outros estudantes estrangeiros que faço Direito, todos dizem "ma tu sei brava", no sentido de corajosa mesmo. Realmente, frequentei uma aula de Jornalismo de rádio e achei muito mais fácil.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Il cibo della nonna

Va bene, hoje vou começar uma série de posts que vai mostrar como funciona (ou não) o modo de vida italiano. Vou falar do sistema de educação, transporte, saúde, trabalho, imigração e tantos outros temas que estou tendo contato. Mas vou abrir esta série com o prato principal: mangiare.
Confesso que pra quem foi acostumada desde criança pela nonna Jandira, que me recepcionava com polenta e queijo na mão, fazia pão caseiro em formato de pombinha (só as netas pequenas ganhavam) e ainda fechava agnolini, tortéi e tudo que é massa, não fiquei tão impressionada assim quando cheguei na Itália.
Em minha primeira refeição aqui, não consegui fugir da pizza: a comida mais barata ever. É possível comer uma inteira por apenas 4 euros ou um taglio (uma fatia) por uns 2. Mas não abri os trabalhos em Verona tomando vinho, optei por um chá inglês para homenagear a Europa como um todo. De qualquer forma, o vinho é quase mais barato que a água. Destaque para o Fragolino, que custa um euro no mercado e é delícia, delícia, assim você me mata. Almocei em uma padaria, com uma bancada para avistar a rua. Na verdade, as pessoas se babando com a comida servem de vitrine para o lugar.


Mas fui apresentada mesmo ao sistema italiano de alimentação no restaurante universitário, que cobra 4 euros por refeição. Na Itália, um menu completo começa com antipasto, cuja tradução literal é antes da refeição, mas está mais para antipasta, antes da massa. Em restaurantes chiques, o antipasto pode ser prosciutto crudo, bruschetta, frutos do mar... Mas na mensa (cantina), o nosso RU, a gente ganha um pãozinho ou uns palitinhos. É um ou outro. Se não, na hora de pagar, as mulheres confiscam do prato sem piedade.
Depois vem o primo piato, que é sempre algum tipo de massa, só muda o molho. Assim como no restaurante do meio da quadra, vulgo de onde eu almoçava lá perto do Jornal Pioneiro, só tem lasanha no máximo um dia por semana. Só que o primo piato não é uma porção em um cantinho do prato, é um prato inteiro mesmo.
E não acaba por aí. Aí chega o secondo piato, esse sim com carne, se é que se pode chamar assim. Tu pode escolher entre frango, peixe, porco, peru e todo tipo de bife, menos boi/gado/vaca/churrasco de gato. Aliás, o mais perto de carne de verdade que comi foi em um hamburguer do Mc. E o mais perto de churrasco foi um frango no espeto, que encontrei em um açougue aqui perto.
Nesse segundo prato do RU você ainda pode acrescentar dois tipos de contorno, que geralmente são batata cozida com cenoura, batata frita com abobrinha, batata de algum outro modo com vagem.
Mas se tudo isso ainda não for suficiente, dá pra trocar tudo por uma pizza. Não um pedaço, uma pizza inteira. Tem até pizza de batata, que é suuuuucesso aqui. Eles não entendem nossas pizzas de chocolate e sorvete, mas a gente tem de achar normal pizza de batata e de espaguete.


As pizzas do nosso RU são cozidas em forno a lenha e cada uma delas leva o nome de um curso. A de Giurisprudenza (Direito) não é tão boa, mas pior é a de Jornalismo, que nem tem uma pizza com o nome. Jornalista é tudo pobre, tem que comer nada mesmo.
Aí você pensa que já deu de comida por hoje, mas eu nem comecei a falar das sobremesas. No RU até que é light, você opta por iogurte ou frutas. Isso é bom pra dar um ar de vida saudável na Itália. Em compensação, tem uma máquina de refrigerante. Só não pode se servir que nem no Burger King.
Mas o veneno mesmo são as Nutellas e os chocolates baratos que, juro, são muito melhores do que no Brasil. O jeito, meu amigo, é caminhar e andar de bicicleta. Ozelame nunca mais.



PS: Ainda vou ter muito para falar sobre comida. Aguardem o post que vou dedicar para seu Mugnol sobre os preços do mercado.