sexta-feira, 20 de abril de 2012

Minha trip

Doppo due settimane parliando solo inglese, sono felice di ritornare a casa e a questo blog. Mas continuo falando muito na minha humilde residência, a qual divido com duas polacas que preferem o inglês. Aliás, acho que estou falando mais do que o italiano, porque convivo mais com estrangeiros.
Mas esse post não será sobre línguas, embora seja sobre a cultura de quatro países que visitei na última quinzena: França, Inglaterra, Escócia e Irlanda. Comecei minha viagem pela crème de la crème. Não preciso explicar porque Paris é o destino mais procurado do mundo (com mais filas também), mas posso dizer o que tornou a minha experiência ainda melhor.
O que começou como um problema para conseguir hospedagem acabou se revelando uma das melhores formas de se conhecer um país. Além de caro, reservar hostel em Paris é quase uma missão impossível. Não encontrava vagas para cinco dias. Aí meu amigo sugeriu o couch surfing, uma espécie de rede social da internet, onde as pessoas se conhecem para trocar hospedagem. No começo, fiquei um pouco apreensiva. Meu medo não era de que essas pessoas abrissem suas casas interessadas em roubar órgãos, era o simples medo de não ficar à vontade.
Mas como não ficar à vontade quando te recebem com um café da manhã francês, com direito a croissants e amoras frescas, e ainda ovos mexidos com bacon (foto). Bem leve! O fato é que Nico, um engenheiro de computação que tem a música como paixão, abriu sua linda casa no bairro de Jaurè, entre Montmartre e Belleville, para três pessoas ao mesmo tempo: eu e mais dois amigos. Em certo momento, ele hospedou mais duas austríacas junto com a gente e a sala virou uma festa.


Talvez o couch surfing não tenha o conforto de um hotel, mas não difere muito de um hostel, onde você divide o mesmo aposento com várias pessoas. Aliás, a minha teoria é que só tem gente estranha em hostel, isso sem mencionar as pessoas que gostam de andar nuas. Mas a convivência com quem mora na cidade por meio do couch faz toda a diferença. Se não fosse assim, como eu faria um piquenique à beira de um canal, que não o famoso San Martin, mas com vista para a praça de Stalingrad e com a Torre Eiffel me iluminando.
A regra básica para quem faz couch surfing é exatamente essa, interagir com quem te recebe. O Nico, que estava comemorando seu centésimo hóspede, nunca teve problema com nenhum deles, mas disse que não gostava daquelas pessoas que simplesmente usavam sua casa, não trocavam uma palavra, apenas saíam fazer turismo e voltavam para dormir. O Nico é tão popular, que o meu amigo foi recebido em Londres por outro cara, que também já tinha ido pra Paris e ficado na casa dele.


Definitivamente, aconselho o couch surfing. Melhor que isso só a casa da Debbys (foto das meninas), amiga da família da minha colega de quarto na Itália. A londrina, moradora de Mortlake, aqueles típicos bairros ingleses com casinhas de boneca, nos emprestou um quarto e ainda indicou o melhor fish and chips de Londres e a melhor (e mais barata) loja de departamentos, a Primark, na Oxford Street. Só não comprei mais, porque a bagagem da Ryanair não comporta. Se Paris é a cidade mais linda do mundo pra visitar, Londres, com certeza, é a que eu escolheria para morar. A cidade é toda organizada, até o metrô é perfumado.



Mas surpreendente mesmo foi Edimburgo, me senti em uma cidade medieval. Sabia que era pequena, não precisava muitos dias para conhecer, mas tínhamos reservado dois dias para a Escócia. Porém, foi comprada a passagem errada e acabamos tendo apenas um dia na verdíssima Edimburgo (foto do cemitério), mas foi o suficiente para eu me apaixonar pela cidade. Quando chegamos estava chovendo, caindo o mundo. Depois começou a nevar e acabou o dia com Sol. Nada que fizesse o nosso guia escocês puxar um guarda-chuva. A outra guia, inclusive, estava de manga curta. Por sinal, devo divulgar o Free Tour, que pegamos também em Dublin. Tem em várias cidades da Europa, inclusive. Você faz uma caminhada pelos principais pontos da cidade e não gasta nada, apenas dá uns trocos para os guias, que realmente merecem. Em Edimburgo eu fiz também o Ghost Tour. Visitar os cemitérios da cidade que inspirou J. K. Rowling à noite não tem explicação.


Depois de Paris, Londres, Edimburgo, confesso que quando cheguei em Dublin fiquei um pouco perturbada. Mas logo Dublin te conquista, não só pelas festas, que fique claro! Grande parcela de culpa é da simpatia do povo irlandês. Tá, da Guinness também, confesso. Mas para dar mais aperto no peito na hora de ir embora, fomos conhecer um pouco do interior da Irlanda e o último dia de viagem foi espetacular. Visitamos castelos e jardins perdidos nas montanhas de Connemara, vimos irlandeses tocando banjo nas ruas de Galway e, na volta a Dublin, ainda tivemos a melhor noite do mundo no Temple Bar.

Um comentário:

  1. Não sei se foi o passeio como um todo, a Escócia, o couch surfing, o poliglotismo forçado, mas o textinho tá cada vez melhor. O que não é surpresa nenhuma para quem te conhece. Bj.

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