Um dos maiores medos de quem faz intercâmbio é se vai encontrar amigos como os que deixou no Brasil. Se em um país novo, convivendo com culturas diferentes, é fácil se relacionar com as pessoas. Quando comentava isso no Brasil, todos diziam que eu não teria problemas para "pegar"amizade. Realmente, nem tive tempo de curtir a solidão.
Antes mesmo de sair de casa, já tinha amigos em Verona. A Vanessa Doncatto, que morou em Verona por alguns anos, já me passou alguns contatos. A Trissia Ordovás Sartori também me apresentou para um amigo que mora em uma cidade vizinha de Verona. E também tenho outros amigos meus morando na Itália.
E já conversava pelo face com a Bárbara Zottis, estudante de medicina da UCS, mas nos conhecemos pessoalmente só na hora de embarcar no aeroporto. Em poucos minutos de conversa, percebi que ali começava uma amizade para toda a vida.
O terceiro elemento eu conheci de uma forma bem inusitada. Depois de quase um dia todo de viagem, entre voos e espera em aeroportos, ainda tive de chegar na cidade e ficar passeando a pé até a hora de fazer o check-in no residence. Quando entrei no meu apartamento, atirei todas as minhas roupas na cama e fui direto testar o chuveiro...
E foi de toalha e com o quarto todo bagunçado que recebi a minha colega de apartamento Paloma Cavol Klee. Muita coincidência morar com uma gaúcha de Passo Fundo e também estudante de Direito. Não escrevo mais sobre ela, porque ela merecerá um post exclusivo nos próximos dias.
Já na primeira noite em Verona, estávamos fazendo jantinha. Foi aí que conheci outros dois amigos brasileiros, o Daniel Furlanetto e o Gilberto Oliveira, estudantes de medicina da UPF de Passo Fundo. Daí em diante, perdi as contas de quanta gente conheci. Mas aí não foram só brasileiros, apesar de não parar de chegar gente, principalmente do Sul do Brasil.
Tem os ingleses, a Bev de Newcastle, que tem cabelo azul, o Cris, que aprendeu a falar Bergamóta e Leite Quente da Dor nos Dentes, e a Maria, que é russa, mas mora me Londres e também morou em Paris. E as gregas, essas aprenderam mais os palavrões em português. Tem as turcas, que adoram fazer fotos. As mexicanas, que são as mais animadas. Mas conheci gente dos mais diversos lugares, até da Bielorússia.
A linguagem é universal aqui. Todos são estudantes, chamados de Erasmus. Portanto, ninguém fala perfeitamente, mas todo mundo se entende misturando inglês e italiano. É assim em casa também, pois também dividem o nosso apartamento duas meninas que moram em Varsóvia, Polônia: Patrycja Brzezinska e Edyta Raczka.
Sai cada pérola, mas no fim a gente se entende. Uma certa colega de quarto, que eu não vou dizer quem, precisava de um pano e foi pedir para as gurias polonesas um panino para limpar a casa. Só que panino na Itália é pane (pão) pequeno, geralmente em forma de sanduíche. No fim, elas entenderam que não se usa pão para limpar o chão no Brasil.

Essas loiras aí são as polonesas? Deixa eu só passar o link do post para um rapaz amigo. Enquanto isso, tu convida elas para conhecerem a região aqui. Depois a gente vê o que acontece. Pode ser as duas juntas, que ele segura.
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